Na tarde da segunda-feira (23), uma reunião institucional marcou o início do planejamento prático das ações do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Sebrae, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Ministério da Justiça. O foco da iniciativa é a ressocialização e inclusão produtiva de egressos, familiares e pessoas que ainda integram o sistema prisional. O projeto-piloto, que será executado na Paraíba, busca transformar vidas por meio do empreendedorismo e da capacitação profissional.
O encontro reuniu representantes do Sebrae Paraíba, do Conselho Nacional de Justiça e do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), vinculado ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), para definir as diretrizes operacionais do plano de trabalho.
Em outubro do ano passado, a Paraíba foi selecionada como unidade piloto para a implementação do ACT firmado nacionalmente. O objetivo central é oferecer treinamento especializado em gestão e negócios não apenas para pessoas privadas de liberdade, mas também para egressos e seus familiares. A proposta é que, munido de conhecimento técnico, esse público retorne à sociedade com ferramentas reais para gerar renda e conquistar independência profissional.
Primeiros passos – O projeto “Castelo de Bonecas”, realizado no Presídio Feminino de João Pessoa e referência em ressocialização no estado, será o ponto de partida. Até o fim de março, a equipe gestora realizará visitas técnicas às instalações do projeto em João Pessoa e em Campina Grande. O intuito é realizar um diagnóstico assertivo das necessidades dessa população e das demandas atuais do mercado.
O Sebrae atuará na elaboração de planos de negócios para as participantes. Uma das metas imediatas é a inserção dos produtos fabricados por essas mulheres na economia local de Campina Grande durante as festividades do Maior São João do Mundo, em junho deste ano.
Visão das Instituições – Para o superintendente do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim, a escolha do estado amplia a responsabilidade da instituição. “Este projeto é um destaque para o Sistema Sebrae. Estamos iniciando um piloto que servirá de referência nacional. O passo dado hoje é fundamental para conhecermos a realidade do sistema e planejar formações que realmente transformem vidas”, afirmou.
A juíza auxiliar da Presidência do TJPB e coordenadora do GMF, Aparecida Gadelha, classificou a reunião como um marco decisivo: “Tivemos encaminhamentos muito positivos para garantir que o treinamento seja efetivo. Queremos que o Sebrae conheça a fundo essa estrutura para planejar cursos que façam sentido para a realidade local”.
Luana Passos, gerente jurídica e de integridade corporativa do Sebrae Paraíba, ressaltou que o trabalho é um esforço conjunto. “Trabalhamos com a transformação de vidas. Além da gestão de um negócio, queremos despertar capacidades que tragam mudança real, cumprindo nossa responsabilidade social e fortalecendo o vetor da integridade”, explicou.

