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“A Paraíba está se configurando no cenário nacional como referência em termos de cachaça, principalmente em relação à qualidade dos seus produtos e união dos produtores”. Esta é a avaliação feita pelo estudioso e apreciador da cachaça Jairo Martins que, na noite desta quinta-feira (28), foi o responsável pelo jantar/palestra “Cachaça e gastronomia: a arte de harmonizar”. O evento, que reuniu produtores de cachaça da Paraíba, estudiosos do tema e parceiros da iniciativa, foi promovido no Sesc Cabo Branco e abriu, oficialmente, o I Seminário de Cachaças da Paraíba, bem como a Feira da Cachaça da Paraíba.
O presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Paraíba, Marconi Medeiros, que preside, também, a Fecomércio-PB, em seu discurso, enfatizou a produção da cachaça na Paraíba como uma indústria que mantém o homem na terra. “Parabenizo os produtores da Paraíba por serem responsáveis por um produto de alta qualidade, além de gerarem emprego e renda”, afirmou.
Por sua vez, o diretor técnico do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim, salientou que o evento representa toda a evolução do que é o segmento de cachaça de alambique no estado. “Estamos evoluindo para uma posição muito importante diante do cenário nacional e o evento tem essa característica de mostrar à sociedade brasileira a qualidade do que produzimos aqui, bem como a sua importância econômica e social”, destacou.
Durante o jantar de harmonização, o palestrante Jairo Martins, que atualmente é professor de gastronomia em uma universidade na Alemanha e já possui três livros lançados sobre cachaça, abordou a história do destilado e alguns conceitos ligados à bebida, além de explicar acerca da harmonização entre os diferentes tipos de cachaças, madeiras e comida. “Normalmente, a cachaça branca combina com tudo, mas é possível tirar maior proveito se seguir determinadas regras”, afirmou, acrescentando que, na Paraíba, a união dos produtores de cachaça é o maior diferencial em relação aos demais estados. “A cachaça é, antes de tudo, do Brasil. Então, percebi que aqui na Paraíba os produtores dão dicas, orientações e feedbacks, tornando a experiência um verdadeiro projeto coletivo. Parabenizo os produtores por isso”, frisou.
Um dos produtores que está participando dos eventos, Diego Garcia, produz a cachaça Reserva do Mangue, que é feita em Areia, mas passa por um processo de finalização em uma reserva ecológica de Cabedelo e está no mercado há apenas um ano. Para ele, tanto o seminário quanto a feira representam uma ótima iniciativa. “Somos novos no meio, mas estamos apreciando e aprendendo com aqueles que estão há mais tempo. Este ambiente fortalece muito a conexão e troca de experiências”, afirmou.
Cachaça – Com o objetivo de valorizar e contribuir para a divulgação dos produtores de cachaça, estimulando o mercado, o I Seminário de Cachaças da Paraíba ocorreu nesta manhã de sexta (29), com palestras presenciais no auditório do Sesc Cabo Branco, em João Pessoa. Temas como inovação, mercado exterior, análise sensorial, blendagem e carbamato de etila foram discutidos durante o evento, que reuniu produtores e estudiosos da bebida.
A partir das 14h até às 21h, será realizada, também no Sesc Cabo Branco, a Feira da Cachaça da Paraíba, com exposição de produtos, degustação de cachaças e oficinas de drinks. A programação da Feira é gratuita e aberta a todos, sem prévia inscrição. Na ocasião, também serão realizados o I Encontro de Mulheres da Cachaça da Paraíba, uma reunião ordinária aberta da Academia Paraibana da Cachaça e a entrega de medalhas do Concurso Nacional de Vinhos e Destilados do Brasil.
