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Do carrinho de empadinhas ao restaurante em Cabo Branco: o apoio do Sebrae que fortaleceu o sonho de Priscila Barnabé

Negócio alcançou 80% de crescimento após formalização e estratégias de crescimento
Por Herison Schorr
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Há cerca de três décadas, a carioca Priscila Barnabé desembarcou em João Pessoa junto ao esposo, em busca de novas oportunidades. Naquela época, ela vendia pilhas, sem imaginar que uma receita simples de empadinhas caseiras, passada pela sogra, mudaria para sempre o rumo de sua vida e o perfil da gastronomia popular da cidade.

O negócio começou de forma modesta, com um carrinho montado próximo a uma escola, o Centro da capital paraibana, onde o esposo assava as empadinhas na hora, vendendo-as com pontualidade rigorosa aos clientes fiéis. “Tínhamos um compromisso sério com o horário. A empadinha saía quentinha e no ponto certo. A qualidade sempre foi nosso lema”, conta Priscila.
Porém, para dar o salto de um comércio informal para uma empresa estruturada, Priscila sabia que precisava mais do que dedicação: era necessário apoio técnico e financeiro. Foi então que buscou o Sebrae, onde encontrou muito mais do que esperava.

“Fui subsidiada pelo Sebrae/PB. Com o apoio financeiro e a orientação que recebi, consegui desenvolver 80% do meu negócio em pouco tempo. Foi o impulso que precisava para expandir e sonhar com franquias”, relata a empreendedora.

O investimento foi certeiro. Com o suporte da entidade, Priscila profissionalizou a produção, criou identidade visual, padronizou receitas, estruturou o atendimento e ganhou confiança para crescer. O que era um carrinho virou marca, e a marca virou restaurante.

Hoje, ela comanda um ponto de destaque em Cabo Branco, um dos bairros mais valorizados de João Pessoa, e já vislumbra novos horizontes com o modelo de franquias.

“O Sebrae acreditou em mim antes mesmo de eu ter estrutura para acreditar sozinha. E é isso que ele faz: fortalece quem está começando”, afirma Priscila.

Formalizar, fortalecer e lucrar

Uma pesquisa recente do Sebrae, realizada no quarto trimestre de 2024, aponta que o dono de um pequeno negócio formal no Brasil tem uma renda quase três vezes maior que um empreendedor que atua sem o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ). Em média, empreendedores regularizados têm rendimento mensal de R$ 6.117, enquanto os informais ganham apenas R$ 2.115, uma diferença de 65,4% a mais para quem está formalizado. Esse dado reforça o valor da estruturação e da profissionalização que Priscila alcançou com o apoio da instituição.

Alessandra Carvalho, analista do Sebrae Paraíba, complementa destacando o papel das capacitações oferecidas pela Unidade de Educação Empreendedora: “A oferta de soluções é disponibilizada para o cliente de forma aberta, com programação bimestral, e também ‘in company’, de acordo com a necessidade do empresário e dos seus colaboradores”.

A analista ressalta ainda a importância das caravanas e missões técnicas para participação em feiras e eventos nacionais, segundo ela, fundamentais para que o empresário tenha acesso ao que existe de mais moderno e inovador, tanto em produtos quanto em serviços para seu estabelecimento, incluindo as últimas tendências do mercado. “Nas feiras, são reunidos todos os elos da cadeia do segmento, de empreendedores a grandes marcas, para apresentar tendências, soluções e experiências que moldam o futuro do mercado. O Sebrae/PB subsidia 50% da hospedagem e traslado durante os dias de evento”, acrescenta Alessandra.

Além disso, a consultora lista os benefícios que esses apoios proporcionam, como: a melhoria na gestão; novos conhecimentos; conexões entre empresas do mesmo segmento; ampliação de networking e parcerias; possibilidade de acesso à aquisição de equipamentos modernos e diferenciados nas feiras e eventos; aumento de faturamento; redução de custos e desperdícios; inovação em produtos e serviços; orientações para formalização e regularização; além de orientação para acesso a créditos e investimentos.

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