Com saldo positivo de 2.236 postos de trabalho gerados no mês de agosto, os pequenos negócios da Paraíba seguem contribuindo decisivamente para o reaquecimento do mercado de trabalho no estado. É o que indica a nova análise dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgada pelo Sebrae/PB nesta quarta-feira (5), Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, que também reafirma o protagonismo das micro e pequenas empresas na criação de novas oportunidades de emprego ao longo do ano de 2022.
De acordo com os dados do Sebrae, entre os meses de janeiro e agosto deste ano, as micro e pequenas empresas acumularam saldo positivo de 14.388 postos de trabalho no estado, enquanto as médias e grandes empresas registraram saldo positivo de 2.430 vagas no mesmo período. Por sua vez, a administração pública acumula saldo positivo de 619 vagas de emprego, enquanto que as contratações realizadas por pessoas físicas contabilizaram saldo negativo de 204 vagas.
Considerando os números do Caged por atividade econômica, o levantamento realizado pelo Sebrae também indica que, entre os meses de janeiro e agosto, os setores de serviços (7.007) e construção (3.565) lideraram as contratações dos pequenos negócios na Paraíba. Em seguida, aparecem o comércio (2.067), a indústria de transformação (1.440), os serviços industriais de utilidade pública (159), a agropecuária (86) e a indústria extrativa mineral (64).
Na avaliação da gerente da Unidade de Gestão Estratégica e Monitoramento do Sebrae/PB, Ivani Costa, os números possuem relação direta com o aumento dos índices de consumo. “O consumo das famílias foi o grande impulsionador do resultado do PIB ao longo do ano e, junto com o resultado do PIB, o aumento dos pequenos negócios acompanha esse volume expressivo de postos de trabalho, especialmente no setor de serviços”, explicou Costa.
Ainda conforme a gerente, “quando falamos em consumo, estamos nos dirigindo abertamente ao consumo de serviços. Por essa razão, os serviços ligados ao bem-estar e a saúde continuam sendo os que mais demandam novos postos de trabalho, assim como novas ocupações que estão surgindo para cuidar de estética e do apoio a rede de entretenimento e lazer, que foi fortemente afetada durante a pandemia, mas agora retoma a sua capacidade original”.
Já em relação aos municípios, os dados do Caged revelam que, além de João Pessoa e Campina Grande, Cabedelo, Patos e Sousa também integram o ranking das cinco cidades que mais geraram empregos na Paraíba em 2022, no universo dos pequenos negócios. Na capital, o saldo acumulado dos oito primeiros meses é de 6.216 vagas, enquanto que na Rainha da Borborema esse número é de 2.441 postos de trabalho. As outras cidades registraram, respectivamente, saldos positivos de 532, 452 e 354 vagas.
Agosto – Considerando apenas os números do mês de agosto, além das micro e pequenas empresas, que registraram saldo positivo de 2.236 postos de trabalho, as médias e grandes empresas também encerraram o mês com saldo positivo, de 3.204 vagas. Ainda conforme o Caged, as contratações por pessoas físicas e a administração pública também contribuíram positivamente para a geração de empregos na Paraíba, com saldos positivos de 332 e 1431 vagas, respectivamente.
Já na distribuição das vagas por cidade, o ranking de contratações por pequenos negócios é composto pelos municípios de João Pessoa (760), Campina Grande (357), Santa Rita (175), Pilar (131) e Cabedelo (66). Ainda no mês de agosto, de acordo com o Sebrae, os setores que mais abriram postos de trabalho na Paraíba foram a construção (872), os serviços (553), agropecuária (311), comércio (282) e indústria de transformação (202). Completam a lista, entre as micro e pequenas empresas, os serviços industriais de utilidade pública (13) e a indústria extrativa mineral (3).
Sebrae 50+50 – Em 2022, o Sebrae celebra 50 anos de existência, com atividades em torno do tema “Criar o futuro é fazer história”. Denominado Projeto Sebrae 50+50, a iniciativa enfatiza os três pilares de atuação da instituição: promover a cultura empreendedora, aprimorar a gestão empresarial e desenvolver um ambiente de negócios saudável e inovador para os pequenos negócios no Brasil. Passado, presente e futuro estão em foco, mostrando a evolução desde a fundação em 1972 até os dias de hoje, com um olhar também para os novos desafios que virão para o empreendedorismo no país.

