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Pesquisa aponta queda na participação feminina no empreendedorismo no país 

Relatório GEM, produzido no Brasil pelo Sebrae, revela que saída das mulheres foi uma das responsáveis pela redução de mais de 18% na taxa de empreendedorismo  
Por Redação
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A pandemia da Covid-19, que afeta o mundo desde o ano passado, fez com que o perfil qualitativo das mulheres à frente de um negócio mudasse em 2020: entraram mulheres mais inexperientes e saíram as com mais tempo de empreendedorismo. De acordo com o relatório da Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2020, realizada no Brasil pelo Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), grande parte das empreendedoras já estabelecidas, ou seja, aquelas com mais de 3,5 anos à frente de um negócio, se viram obrigadas a abandonar as suas empresas. 

O relatório aponta que, em 2020, a taxa de empreendedorismo total no Brasil atingiu o menor patamar dos últimos oito anos e caiu para 31,6%. Isso representa uma redução de 18,33% quando comparada com a taxa de 2019, que foi de 38,7%. Com esse resultado, o Brasil caiu do 4º lugar em taxa total de empreendedorismo no mundo para o 7º lugar. 

As mulheres, juntamente com os jovens, os empreendedores de baixa renda e de pouca escolaridade, influenciaram no resultado da taxa de empreendedorismo estabelecido, que passou de 16,2% para 8,7% no ano passado. Esta é a maior redução já registrada nos últimos 17 anos. Em contrapartida, as mulheres, juntamente com esse grupo, também movimentaram o número dos empreendedores iniciais, aqueles com até 3,5 anos de fundação, que registraram a maior taxa da série histórica do estudo, atingindo 23,4%. 

A gerente da Unidade de Gestão Estratégica e Monitoramento do Sebrae Paraíba, Ivani Costa, destacou que a crise do novo coronavírus atingiu diversos negócios, impactando especialmente os liderados por mulheres. “Porém, chorar e lamentar não faz parte do perfil dessas empreendedoras, a pandemia levou as mulheres a se reinventarem, investindo em formatos de negócios digitais e híbridos. Diante desse novo cenário, criaram produtos, serviços, formas e circunstâncias dentro dos seus negócios para atender a atual situação. A cada dia, as mulheres se destacam mais no mundo empresarial e mostram que vieram para ficar”, enfatizou. 

Ainda conforme o relatório GEM 2020, no ano passado, as mulheres corresponderam a aproximadamente 46% dos empreendedores iniciais, número um pouco superior ao registrado em 2006, quando a taxa era de 43,8% e mais de quatro pontos percentuais inferior ao registrado em 2019, quando as empreendedoras representavam metade dos empreendedores iniciais.